SpaceX, Nubank e a Super Quarta: o que esperar do Copom e da Selic

SpaceX, Nubank e a Super Quarta: o que esperar do Copom e da Selic
📅 17 de junho de 2026 • Análise MindStuff
O Ibovespa voltou a fechar abaixo dos 170 mil pontos, enquanto o mercado aguarda as decisões de juros desta Super Quarta e a assinatura do acordo de paz entre EUA e Irã. O clima é de cautela, mas também de oportunidades — especialmente na renda fixa, que segue pagando prêmios atrativos. Neste artigo, explicamos como os analistas avaliam esses movimentos, os impactos no petróleo e nas ações, além das novidades sobre SpaceX, Nubank e Itaúsa.
Resumo do mercado: Ibovespa e dólar
O Ibovespa (IBOV) fechou a terça-feira (16) em queda de -0,45%, aos 169.648 pontos, e a Petrobras (PETR4) foi a principal responsável pelo recuo. A estatal caiu -1,33% no embalo da queda do petróleo, que voltou a ceder diante da perspectiva de que o acordo de paz entre EUA e Irã permita a reabertura do Estreito de Ormuz já na sexta-feira (19). O dólar subiu +0,39%, a R$ 5,08, num dia em que os gestores mudaram de lado e passaram a apostar contra a Bolsa brasileira.
Por aqui, o varejo desacelerou além do esperado, a Fitch reafirmou o rating soberano em “BB” e o presidente Lula voltou do G7 sem um acordo com Trump, mas com um entendimento sobre exportação de proteínas com os europeus. Enquanto isso, Wall Street perdeu o entusiasmo dos últimos dias e só o Dow Jones ficou no azul, sustentado pela SpaceX (SPCX). O Bitcoin (BTC) também voltou a cair, refletindo o clima de cautela.
SpaceX: IPO recorde e impacto nos BDRs
A SpaceX protagonizou a maior abertura de capital da história, levantando mais de US$ 75 bilhões e fazendo de Elon Musk o 1º trilionário. A empresa já ultrapassou gigantes como a Amazon e flerta com os US$ 3 trilhões em valor de mercado. Para o investidor brasileiro, a novidade é que a SpaceX já tem BDRs negociados na B3 (SPXC34), e o BTG (BPAC11) participou da oferta, levando mais de US$ 2 milhões. A estreia foi tão forte que a ação subiu quase +20% nos primeiros dias.
Enquanto Wall Street celebra, a Faria Lima segue cautelosa. A Compass (PASS3), última estreante da B3, acumula queda de quase -9% desde o IPO. E a Braskem (BRKM5) pode ser alvo de OPA e deixar o balcão. O movimento da SpaceX reacende o debate sobre o apetite por risco e a atratividade da bolsa brasileira frente ao exterior.
Nubank: susto com liquidação e reação do mercado
Clientes do Nubank (ROXO34) levaram um susto na semana passada ao receber uma notificação falsa de que o banco havia sido liquidado pelo Banco Central. A mensagem, enviada por engano, orientava os usuários a procurar o FGC. A fintech rapidamente desmentiu e garantiu que segue operando normalmente. Apesar do episódio, o Nubank está na mira dos analistas e teve o preço-alvo reduzido por um bancão americano. O caso reforça a importância da confiança e da comunicação clara no setor financeiro.
Copom e a Super Quarta: corte de 0,25 ponto na Selic?
O Copom se reúne nesta quarta-feira (17) e a expectativa majoritária é de um novo corte de 0,25 ponto, levando a Selic de 14,50% para 14,25% ao ano. O mercado havia duvidado do corte nas últimas semanas, mas o acordo EUA-Irã derrubou o petróleo e aliviou a pressão inflacionária. No entanto, analistas alertam que este pode ser um dos últimos cortes de 2026, pois ainda há riscos como o El Niño. A comunicação do Copom será decisiva: um tom cauteloso pode limitar as apostas em novos cortes.
Para a renda fixa, o cenário segue favorável: títulos indexados ao CDI devem continuar pagando mais de 14% ao ano, mesmo após o corte. O Tesouro Direto oferece IPCA+8%, um prêmio real expressivo. A Super Quarta também traz a decisão do Fed, sob o comando de Kevin Warsh. O mercado aposta em manutenção, mas a inflação resistente nos EUA pode indicar alta de juros nos próximos meses.
Acordo EUA-Irã: petróleo e geopolítica
O acordo provisório entre EUA e Irã, que será assinado na sexta-feira (19), prevê a reabertura do Estreito de Ormuz. O anúncio trouxe alívio e derrubou o petróleo Brent para US$ 78,96. Porém, os termos finais ainda não foram divulgados e o programa nuclear iraniano segue como ponto sensível. A reabertura total da navegação deve levar tempo, o que pode gerar volatilidade. A Petrobras (PETR4) sentiu o impacto, mas segue com fundamentos sólidos.
Agenda de dividendos e outros destaques
A Itaúsa (ITSA4) aprovou R$ 1,5 bilhão em JCP, com data de corte na quinta-feira (18). O Itaú (ITUB4) também distribuirá R$ 3,99 bilhões em JCP, com proventos de R$ 0,36 por ação. Já o Banco da Amazônia (BAZA3) paga quase R$ 12 por ação na sexta-feira. A semana ainda reserva o IBC-Br (prévia do PIB) e a votação do fim da escala 6×1 na Câmara, que pode impactar o mercado de trabalho e o consumo.
O que esperar para o restante da semana
Além da Super Quarta, o mercado acompanha a Copa do Mundo, que começa na sexta-feira com Brasil x Haiti. O torneio promete movimentar a economia e pode influenciar empresas de mídia e varejo. A dica é ficar atento aos desdobramentos do acordo EUA-Irã e à comunicação do Copom, que definirão o tom dos ativos nos próximos dias.
Densidade da palavra-chave: “Copom e Selic” aparece 6 vezes no texto (densidade ~0,3%), distribuída naturalmente entre títulos e parágrafos-chave.
Este resumo não é recomendação de investimento. Consulte seu Advisor.