Os mercados financeiros globais operam sem direção única nesta segunda-feira (17), enquanto investidores monitoram o impasse geopolítico no Oriente Médio e dados econômicos decepcionantes na China. O cessar-fogo de 60 dias entre Estados Unidos e Irã expira hoje sem perspectivas de renovação, e o fluxo de petroleiros pelo Estreito de Ormuz despencou 90% desde o início do conflito, segundo a Kpler. Em Wall Street, os futuros dos principais índices recuam: Dow Jones -0,20%, Nasdaq 100 -0,28% e S&P 500 -0,17%, depois de o S&P 500 ter renovado máxima histórica na semana passada, impulsionado por balanços corporativos positivos.

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Na Ásia, o desempenho foi misto. O Nikkei, em Tóquio, fechou em alta de 0,74%, enquanto o Shanghai Composite avançou 1,41%, mas a Bolsa de Seul (Kospi) permaneceu fechada devido a um feriado nacional. Na Europa, o FTSE 100 subiu 0,10%, o CAC 40 cedeu 0,13% e o DAX recuou 0,05%. As commodities mostram leve alta: o petróleo WTI sobe 0,32%, a US$ 82,66 o barril, e o Brent avança 0,82%, a US$ 89,25.

O ouro futuro registra +0,35%, a US$ 4.451,60 a onça troy, enquanto o índice do dólar (DXY) cai 0,26%, a 99,41 pontos. O Bitcoin opera estável, com +0,36%, a US$ 63.326,38. Os juros dos Treasuries de 10 anos caem a 4,686%, e o de 2 anos a 4,158%.

O cenário geopolítico segue no centro das atenções. O governo americano descreveu as negociações com o Irã como “paralisadas”, enquanto o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que o país “não tomou a decisão de retomar as negociações” com os EUA. Paralelamente, Teerã negocia com o Omã um acordo para retomar o tráfego no estreito. A Reserva Estratégica de Petróleo dos EUA (SPR) caiu abaixo de 300 milhões de barris, o menor volume desde os anos 1980, à medida que o governo acelera a liberação de estoques para conter os preços, o que especialistas apontam como risco à estrutura de armazenamento.

Ofertas Relâmpago | Shopee BrasilNa China, os dados de julho vieram abaixo do esperado. As vendas no varejo cresceram apenas 0,6% em relação ao ano anterior, bem aquém da projeção de 1,5% e abaixo do crescimento de 1% em junho. O investimento em ativos fixos urbanos recuou 6,7% no acumulado do ano, pior que a queda de 6% estimada e que os 5,7% do primeiro semestre.

A produção industrial avançou 4,5%, também abaixo da previsão de 4,8%, e a taxa de desemprego urbano subiu a 5,2%, ante 5% em junho. Os números pressionam Pequim a adotar novos estímulos na segunda metade do ano. No Japão, o PIB cresceu 0,3% no segundo trimestre, terceiro avanço consecutivo, mas ritmo mais lento que os 0,5% do trimestre anterior e abaixo da expectativa.

No Brasil, o Ibovespa encerrou a sexta-feira (14) em queda de 0,10%, aos 166.934 pontos, após ceder mais de 1,3% no pior momento do pregão, pressionado por fluxo vendedor de estrangeiros. Foi a nona sessão consecutiva de perdas, a sequência negativa mais longa desde 2023. Na semana, o recuo acumulado foi de 3,23%, o pior desempenho semanal desde maio. O dólar fechou em alta na sexta-feira e valorizou 2,67% na semana, a segunda maior alta do ano, em meio à cautela com o período eleitoral e a saída de recursos. O euro voltou a superar R$ 6 pela primeira vez desde março.

No front corporativo, a Ambipar Participações adiou novamente a divulgação do balanço do segundo trimestre, citando o processo de recuperação judicial. A Cosan anunciou um pacote de simplificação societária, com troca do diretor financeiro e retirada de suas ações da NYSE, mudanças que valem a partir de 1º de setembro. O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial na 2ª Vara de Falências de São Paulo, com passivo total de R$ 17,3 bilhões.

Na agenda desta segunda-feira, destaque para o IGP-10 (FGV), a Pesquisa Focus e o IBC-Br de junho, além da balança comercial semanal. Nos EUA, o Índice Empire State de agosto será divulgado às 9h30.

Starlink Mini Internet rápida Via Satélite Antena Original Garantia de 01 ano ENVIO IMEDIATOEm resumo, os mercados globais refletem um misto de cautela geopolítica, dados econômicos frágeis na Ásia e ajustes técnicos após máximas históricas. A sequência negativa do Ibovespa e a pressão cambial no Brasil reforçam o ambiente de aversão ao risco, com investidores atentos aos próximos passos das autoridades monetárias e ao desenrolar das negociações no Oriente Médio. A perspectiva de novos estímulos na China e a temporada de balanços nos EUA seguem como catalisadores para os próximos dias.

Nota: Os dados de mercado refletem o momento da escrita. Recomenda-se acompanhar as cotações em tempo real e as notícias de última hora.