Ibovespa hoje: bolsa cai pelo 6º pregão seguido e dólar volta perto de R$ 5,50 antes do Copom
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Ibovespa hoje é a pergunta de quem acordou querendo saber se a bolsa brasileira finalmente respirou. A resposta do pregão de terça-feira (3) foi não: o índice voltou a cair e emendou a sexta queda seguida, num dia em que o mercado digeriu o cenário pós-eleição e esperou o Copom.
Resumo em 30 segundos
- O Ibovespa fechou em queda de 1,42%, aos 165.528,92 pontos, sexta baixa consecutiva.
- O dólar à vista subiu 0,79% e terminou a R$ 5,4872, o maior nível desde 30/12/2025.
- Em Nova York, Dow Jones caiu e Nasdaq subiu, com a Apple pesando e as eleições de meio de mandato no centro das atenções.
- O petróleo Brent recuou 1,11%, a US$ 103,60, com sinais de negociação entre EUA e Irã.
- O Copom anuncia hoje à noite a decisão sobre a Selic, hoje em 13,75% ao ano.
Painel do dia (fechamento de 03/11/2026)
| Indicador | Valor | Variação |
|---|---|---|
| Ibovespa | 165.528,92 pts | ▼ 1,42% |
| Dólar à vista | R$ 5,4872 | ▲ 0,79% |
| S&P 500 | 7.568,9 pts | ▲ 0,36% |
| Dow Jones | 51.786 pts | ▼ 0,38% |
| Nasdaq | 25.372,01 pts | ▲ 0,83% |
| Petróleo Brent (jan.) | US$ 103,60 | ▼ 1,11% |
| Ouro (Comex, dez.) | US$ 3.940,40/oz | ▼ 0,73% |
| Bitcoin | dado não confirmado até a publicação | — |
| Treasury 10 anos (EUA) | dado não confirmado até a publicação | — |
Fontes: Money Times, DGABC, CNN Brasil e Investing.com. ▲ alta, ▼ queda.
Como foi o pregão no Brasil
O Ibovespa encerrou a terça-feira em queda de 1,42%, aos 165.528,92 pontos, segundo o Money Times. A mínima do dia chegou perto de 164,4 mil pontos e a máxima ficou em torno de 168 mil, de acordo com o DGABC. Ou seja: a bolsa tentou reagir, mas não sustentou.
Foi a sexta sessão seguida de perdas. O Investing.com mostra o índice em 165.529 pontos, e a CNN Brasil descreveu o fechamento como o menor nível desde janeiro. No mês, o saldo é negativo em cerca de 1,4%. No ano, o índice ainda tem ganho de 2,73%, de acordo com o DGABC.
O dia foi o primeiro pregão do mês após o feriado de Finados. O Money Times atribuiu a queda à piora das expectativas para o cenário doméstico depois do resultado eleitoral, que reconduziu o presidente Lula. A CNN Brasil também citou incerteza fiscal e a espera pela decisão do Copom.
No câmbio, o dólar à vista fechou a R$ 5,4872, com alta de 0,79%. É o patamar mais alto desde 30 de dezembro de 2025, e a moeda zerou as perdas que acumulava no ano, segundo o Money Times. Há pequena divergência entre fontes: a Gazeta Brasil trouxe R$ 5,4902 e alta de 1,01%, número que provavelmente reflete outro horário de apuração.
Nos juros futuros, a CNN Brasil registrou, ainda durante a manhã, alta do DI para janeiro de 2028, com taxa em torno de 14,6%. Juros futuros indicam o que o mercado espera para a Selic nos próximos anos; quando sobem, o recado é de mais cautela com inflação e contas públicas. O valor do fechamento não foi confirmado.
Houve também um dado de fluxo: segundo o Instituto de Finanças Internacionais (IIF), citado pelo Money Times, os estrangeiros ainda foram compradores líquidos de ações brasileiras em outubro, apesar de terem acelerado as vendas depois da reeleição.
Exterior: o que mexeu com Wall Street, Europa e Ásia
Em Nova York, o dia foi misto. O Dow Jones caiu 0,38%, a 51.786 pontos, pressionado pela Apple, que recuou 1,90% depois de avisar que o custo dos chips de memória deve apertar a margem no fim do ano. O Nasdaq avançou 0,83%, a 25.372 pontos, e o S&P 500 subiu cerca de 0,36%, a 7.568,9 pontos, interrompendo três quedas seguidas, segundo o Money Times.
O pano de fundo foi o dia das eleições de meio de mandato nos EUA, que renovam a Câmara inteira e 35 das 100 cadeiras do Senado. O Money Times, ao citar operadores de mercado, apontou probabilidade de quase 75% de os democratas conquistarem o Senado. Esse é um cenário de apostas, não um resultado. A leitura de alguns analistas é que uma vitória democrata ampla poderia provocar realização de lucros, sobretudo em ações de inteligência artificial; já a manutenção do controle republicano poderia ajudar no curto prazo.
O índice DXY, que mede o dólar contra uma cesta de seis moedas, operava em alta de cerca de 0,12%, aos 101,86 pontos, por volta das 17h, segundo o Money Times. Isso ajuda a explicar parte da força do dólar sobre o real.
Sobre Europa e Ásia, a Gazeta Brasil informou que as bolsas dos dois continentes fecharam com perdas, mas os percentuais por índice e o rendimento do Treasury de 10 anos não foram confirmados em duas fontes até a publicação.


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