Super Quarta Financeira: Copom, Fed e Ibovespa em Novo Recorde Histórico

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Super Quarta financeira

Super Quarta Financeira: Copom, Fed e Ibovespa em Novo Recorde Histórico

Super Quarta Financeira: Copom, Fed e Ibovespa em Novo Recorde HistóricoO mercado financeiro vive nesta quarta-feira (17) um daqueles dias que ficarão marcados na história dos investimentos: a temida e aguardada Super Quarta, com decisões simultâneas do Copom (Banco Central do Brasil) e do Fed (Federal Reserve, o banco central americano). Enquanto isso, o Ibovespa segue quebrando recordes históricos consecutivos, o dólar apresenta queda consistente e investidores ao redor do mundo se preparam para possíveis mudanças nos cenários de juros globais.

Destaque: O Ibovespa fechou a terça-feira (16) em novo recorde histórico de 144.061 pontos, enquanto o dólar caiu para R$ 5,29, menor patamar em 15 meses. A expectativa para a Super Quarta é de manutenção da Selic em 15% pelo Copom e corte de 0,25 pontos percentuais pelo Fed.

O que está em jogo nesta Super Quarta?

Esta Super Quarta representa um momento crucial para os mercados globais, com duas das maiores economias do mundo definindo seus rumos de política monetária praticamente ao mesmo tempo. Enquanto o Brasil mantém seus juros no patamar atual de 15% ao ano, os Estados Unidos devem iniciar seu ciclo de flexibilização monetária com um corte de 0,25 pontos percentuais, segundo pesquisas com analistas do mercado financeiro.

Esse cenário divergente entre as duas economias cria um ambiente interessante para investidores: de um lado, juros altos no Brasil que continuam atraindo capital estrangeiro; de outro, a expectativa de juros mais baixos nos EUA que impulsiona o apetite por risco globalmente. O resultado tem sido uma combinação positiva para a bolsa brasileira, que vem batendo recordes consecutivos, e para o real, que se valoriza frente ao dólar.

Ibovespa em disparada: o que explica os recordes consecutivos?

O Ibovespa não para de surpreender. Nesta terça-feira (16), o principal índice da bolsa brasileira cravou mais um recorde histórico de fechamento, encerrando o dia aos 144.061 pontos. Durante o pregão, chegou a atingir a marca inédita de 144.584 pontos, registrando também o maior patamar intradiário da história da bolsa brasileira.

Essa trajetória de alta é explicada por uma combinação de fatores:

  • Expectativa de corte de juros nos EUA: A possibilidade de flexibilização monetária pelo Fed torna mercados emergentes mais atrativos
  • Selic em patamares elevados: Os juros brasileiros, ainda em 15%, continuam atraindo capital estrangeiro em busca de retornos superiores
  • Melhora no cenário fiscal: A manutenção da trajetória de controle fiscal pelo governo brasileiro dá confiança aos investidores
  • Valuations atrativos: Apesas das altas recentes, as ações brasileiras ainda apresentam valuations interessantes comparado a outros mercados

Setores como varejo, financeiro e commodities têm puxado essa alta, com destaques para Marfrig (+5,60%), BRF (+5,28%) e Renner (+4,19%) nas altas do dia. Por outro lado, healthtechs e utilities ficaram no campo negativo, com Hapvida (-3,03%) e Natura&Co (-2,13%) liderando as baixas.

Dólar em queda livre: menor patamar em 15 meses

Clique Aqui Para Aproveitar a Oferta.O dólar comercial emplacou sua quinta queda consecutiva, fechando o pregão desta terça-feira cotado a R$ 5,29 – o menor patamar desde junho de 2024. Pela primeira vez em 15 meses, a moeda americana terminou o dia abaixo da linha dos R$ 5,30, um alívio para importadores e para quem planeja viagens ao exterior.

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Em 2025, o dólar já acumula queda de -14,25% frente ao real, performance que coloca a moeda brasileira entre as mais valorizadas do mundo neste ano. A moeda norte-americana também perdeu força frente a outras divisas como euro, libra e dólar australiano, refletindo um otimismo global com economias emergentes e uma expectativa de menor diferencial de juros entre EUA e outros países.

Especialistas apontam que a tendência de queda do dólar pode continuar caso o Fed sinalize hoje um ciclo mais amplo de cortes de juros, enquanto o Brasil mantenha sua taxa básica estável pelos próximos meses.

IFIX e o mercado de fundos imobiliários

Em um dia de menor aversão ao risco e otimismo com o cenário de juros, o IFIX – índice que representa os fundos imobiliários negociados na B3 – fechou em leve alta de +0,28%, aos 3.556 pontos. A valorização, embora discreta, reflete o movimento de investidores em busca de alternativas de rendimento em meio às apostas de que o ciclo de cortes na Selic pode começar a se aproximar — ainda que lentamente.

O mercado de FIIs tem se mostrado resiliente mesmo com a manutenção dos juros em patamares elevados, com muitos fundos conseguindo entregar dividendos atrativos e se beneficiando da recuperação de setores como shoppings, logística e escritórios.

Bitcoin se mantém estável perto dos US$ 116 mil

O Bitcoin (BTC) voltou a mostrar fôlego e fechou o dia próximo dos US$ 116 mil, mantendo a faixa de preço que vem defendendo nas últimas sessões. A maior criptomoeda do mercado tem se beneficiado do bom humor global e da expectativa de cortes de juros, que tradicionalmente beneficiam ativos de risco como criptomoedas.

Especialistas apontam que o Bitcoin pode testar a resistência dos US$ 118 mil caso o Fed seja mais “dovish” (menos agressivo) em sua comunicação hoje, mas alertam para possíveis correções caso haja qualquer sinal de manutenção de juros altos por mais tempo nos EUA.

Commodities: petróleo com alta, minério estável

No mercado de commodities, o petróleo Brent registrou alta de +1,46%, fechando a US$ 68,02 o barril, impulsionado por tensões geopolíticas e ataques a infraestrutura energética russa. Já o minério de ferro apresentou leve alta de +0,10%, negociado a US$ 105,42 a tonelada, reflectindo a demanda estável da China e expectativas positivas para a siderurgia global.

O ouro, tradicional hedge contra inflação e incertezas, subiu +0,23% para US$ 3.727 a onça, em linha com a expectativa de cortes de juros que tradicionalmente beneficiam metais preciosos.

As expectativas para o Copom

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) encerra hoje sua reunião mais esperada dos últimos meses. Segundo a pesquisa pré-Copom da XP, o mercado não tem dúvidas: a Selic deve continuar firme nos 15%.

Entre as 25 gestoras ouvidas pela XP, a unanimidade foi clara. Ninguém aposta em corte ou alta dos juros desta vez. Ainda assim, há expectativa pelos recados que o Copom dará sobre os próximos passos da Selic. Afinal, o mercado quer saber quando os juros vão começar a cair no Brasil.

Nesta semana, o recuo mais forte da prévia do PIB de julho e uma leve melhora nas projeções de inflação reforçaram a ideia de que o Copom pode começar a cortar a Selic ainda em 2025, mesmo que a decisão de hoje mantenha os juros em 15%.

Mas ainda há analistas que só veem espaço para corte de juros em 2026. Ou seja, tudo depende do Copom e principalmente dos sinais que o comitê dará em sua comunicação hoje à tarde.

O que esperar do Fed

Do outro lado do hemisfério, o Federal Reserve (Fed) também decide os rumos dos juros americanos hoje. De acordo com o monitor CME FedWatch, 96% dos analistas apostam em um corte de 0,25 ponto percentual, o que deixaria os juros entre 4% e 4,25%.

Mas o mercado está ansioso pelas projeções do Fed, para saber se pode esperar novos cortes (e quantos) nos próximos meses. A reunião acontece em um contexto incomum, com pressão do governo federal. Recentemente, o presidente Donald Trump tentou demitir uma das diretoras alegando fraudes hipotecárias, mas a ação foi barrada pela Justiça.

Esse contexto político adiciona um elemento de incerteza à decisão de hoje, embora a maioria dos analistas acredite que o Fed manterá sua independência e seguirá com o corte esperado de juros.

Dividendos em destaque: Vale e BRF na mira dos investidores

O mercado está cada vez mais confiante de que a Vale (VALE3) vai pagar dividendos extraordinários neste ano. O motivo? A mineradora cortou a sua meta de investimentos e vem se beneficiando de preços mais fortes de minério de ferro. Por isso, ainda pode terminar o ano com uma dívida menor.

CFO da Vale, Marcelo Bacci já reconheceu a possibilidade de a companhia pagar dividendos extras ou acelerar a recompra de ações, caso reduza o endividamento e conte com bons preços de minério de ferro no final de 2025. A decisão será tomada de acordo com o fluxo de caixa deste segundo semestre, mas as ações da Vale já operam em alta na bolsa diante da possibilidade.

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Já o Banco do Brasil (BBAS3) disparou na bolsa na semana passada, impulsionado pela MP (Medida Provisória) que libera R$ 12 bilhões para a renegociação de dívidas rurais. A expectativa da CEO, Tarciana Medeiros, é de que aproximadamente metade desse valor vá para clientes da instituição, o que deve acelerar o “processo de retomada de resultado” do BB.

No entanto, ainda há outro risco rondando o BB: a possibilidade de que os Estados Unidos apliquem novas sanções contra o Brasil, por causa da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Mesmo com o ajuste, as ações do Banco do Brasil ainda sobem quase 20% desde a mínima de R$ 18,35 registrada em 1º de agosto.

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O possível fim dos balanços trimestrais nos EUA

Nesta semana, o debate sobre a frequência dos balanços corporativos voltou ao radar dos investidores. O presidente Donald Trump criticou a regra da trimestralidade, que obriga as empresas listadas em bolsa a divulgarem seus resultados a cada três meses.

Segundo ele, uma mudança na legislação poderia reduzir custos e dar mais espaço para que executivos se concentrem na gestão de longo prazo. Trump ainda comparou com a China, onde, segundo ele, as companhias trabalham com horizontes de 50 a 100 anos.

E não foi só ele. A presidente da Nasdaq, casa de gigantes como Nvidia, Microsoft e Apple, também defendeu que as empresas tenham a opção de divulgar balanços semestrais. “Obrigado, presidente Trump, por abordar um dos principais desafios que os líderes de empresas de capital aberto enfrentam”, disse Adena Friedman.

Agenda de dividendos da semana

A semana já começou com anúncio de proventos para os acionistas da Odontoprev (ODPV3), Allos (ALOS3) e CPFL Energia (CPFE3). A Odontoprev liberou R$ 26,8 milhões em JCP e a Allos, R$ 153 milhões em dividendos e JCP. Já a CPFL Energia agendou para 25 de setembro o pagamento de mais uma parcela dos dividendos aprovados em abril.

Além disso, vale lembrar que amanhã (18 de setembro) é a data de corte dos proventos bilionários que BRF (BRFS3) e Marfrig (MRFG3) vão distribuir logo depois da combinação de negócios que vai criar a MBRF. A semana ainda tem data de corte para dividendos da Mitre (MTRE3) e pagamento de JCP da Ferbasa (FESA4).

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Perspectivas para os próximos dias

Nos próximos dias, o foco vai para Brasília, de onde podem sair decisões que impactam diretamente o bolso dos consumidores e investidores. Uma delas é a isenção do Imposto de Renda, que tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados.

Ainda não há data oficial para que os parlamentares votem a medida, já que eles seguem discutindo maneiras de compensar o valor do IR que deixará de ser pago, além da possível extensão da isenção para grupos como o de pessoas com deficiência grave.

Outro projeto que está em discussão na Câmara e pode mexer com os investimentos é o que tributa os títulos de renda fixa, hoje isentos de IR. O relator da medida decidiu retirar as debêntures incentivadas do texto. Ou seja, aqueles títulos de dívidas emitidos por empresas para financiar projetos de infraestrutura. Contudo, outros títulos de renda fixa ainda podem ser taxados em 5% a partir do próximo ano. É o caso de LCI e LCA.

Na próxima semana, a BRF deixa de ser negociada na bolsa de valores. A mudança é resultado da fusão com a Marfrig, que vai incorporar as ações da BRF e passará a ter seus ativos listados sob o ticker MBRF3 a partir de terça-feira, 23 de setembro.

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Conclusão: um dia decisivo para os investimentos

Esta Super Quarta representa um daqueles momentos raros em que múltiplos fatores decisivos para o mercado financeiro se concentram em um único dia. As decisões do Copom e do Fed, somadas aos recordes do Ibovespa e à queda do dólar, criam um cenário complexo mas cheio de oportunidades para investidores bem informados.

É importante lembrar, no entanto, que momentos de alta volatilidade exigem cautela e diversificação. A euforia com os recordes da bolsa não deve fazer esquecer os princípios básicos do investimento responsável: análise fundamentalista, diversificação de carteira e horizonte de longo prazo.

Independentemente das decisões tomadas hoje pelos bancos centrais, o mercado financeiro continuará oferecendo oportunidades para quem estiver disposto a fazer a lição de casa e investir com conhecimento e paciência.

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Este resumo não é recomendação de investimento. Consulte seu Advisor.

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