Imagem: MindStuff — mercado hoje em focoMercado hoje: petróleo recua com esperança de paz e dados fortes da Ásia
O mercado hoje amanhece no azul. As bolsas globais reagem à possibilidade de um cessar-fogo no Oriente Médio, após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, de que a ação no Irã será uma “excursão curta”. O petróleo Brent opera em forte queda, aliviando temores inflacionários. No Brasil, investidores monitoram a primeira prévia do IGP-M de março e aguardam balanços de PRIO, Allos e Cury. O Bitcoin volta a superar US$ 70 mil, impulsionado pelo apetite ao risco.

🌎 Internacional: trégua no horizonte derruba petróleo e anima bolsas

O mercado hoje reflete o alívio geopolítico. O presidente Donald Trump sinalizou ontem que o conflito no Oriente Médio pode estar próximo do fim, descrevendo a ação dos EUA no Irã como uma “excursão curta” e afirmando que os EUA estão “muito à frente do cronograma”. A declaração foi suficiente para reverter a alta recente do petróleo: o Brent caiu mais de 8%, cotado a US$ 90,20 por barril, enquanto o WTI recuou para US$ 86,46.
O alívio nos preços da commodity, combinado a dados fortes da China e do Japão, turbinou os índices acionários. O índice pan-europeu Stoxx 600 saltou 2,23%, o futuro do S&P 500 sobe 0,38% e o Nikkei encerrou com ganho de 2,88%. O Hang Seng avançou 2,17%, amparado pela alta de 21,8% nas exportações chinesas em janeiro e fevereiro ante o mesmo período do ano anterior — bem acima do esperado. No Japão, o PIB do 4º trimestre foi revisado para alta de 1,3% (ante 0,2% preliminar).
Nos EUA, a atenção se volta para os dados de emprego ADP (9h15) e os estoques de petróleo (17h30). O secretário de Energia, Chris Wright, afirmou que o governo considera vender parte da Reserva Estratégica para conter os preços. Além disso, ministros de energia do G7 discutem hoje uma ação coordenada para esfriar a commodity.
Commodities e cripto em destaque
Com o recuo do petróleo, o ouro (abril) opera em alta de 1,76% (US$ 5.193,6 a onça). O Bitcoin volta a ser negociado acima de US$ 71 mil, com valorização de 2,94%, refletindo o apetite por ativos de risco. O índice DXY (dólar) cai 0,55%, para 98,63 pontos, enquanto os juros dos Treasuries de 10 anos sobem levemente a 4,111%.
| Ativo | Variação | Valor |
|---|---|---|
| S&P 500 Futuro | +0,38% | — |
| FTSE 100 | +1,81% | — |
| Petróleo Brent | -8,85% | US$ 90,20 |
| Bitcoin | +2,94% | US$ 71.014 |
| DXY | -0,55% | 98,63 |
🇧🇷 Brasil: Ibovespa futuro no azul, IGP-M e rodada de balanços
No cenário doméstico, o mercado hoje acompanha a primeira prévia do IGP-M de março (8h). O índice deve dar pistas sobre a inflação ao produtor e custos de construção. Ontem, o Ibovespa fechou em alta de 0,86% aos 180.915 pontos, com o dólar caindo 1,52% (R$ 5,16). O movimento de queda da moeda americana acompanha o exterior e o alívio nos preços das commodities.
A temporada de balanços continua: hoje saem os números da PRIO (petróleo), Allos (shoppings) e Cury (construtora). Na véspera, o Grupo SBF (dona da Centauro) reportou lucro de R$ 128,3 milhões no 4T25 (-5,1% a/a). A Direcional teve lucro de R$ 211,4 milhões (+16,5% a/a). Os resultados mostram resiliência do consumo e do setor imobiliário.
📈 Estratégia e oportunidades no mercado hoje
Com o recuo do petróleo, setores como aviação (Azul, Gol) e empresas de consumo sensíveis a custos de combustível podem se beneficiar. Bancos e varejo também tendem a reagir positivamente à queda da inflação importada. No entanto, é preciso monitorar os desdobramentos no Oriente Médio — qualquer reversão nas negociações pode trazer volatilidade.
Para o investidor de longo prazo, o mercado hoje oferece oportunidades de posicionamento em ativos ligados a juros reais (NTN-B) e exposição internacional via BDRs, especialmente setor de tecnologia, que acompanha o bom humor em NY. O Bitcoin volta a ser opção de diversificação.
🔮 Riscos e gatilhos para a semana
Apesar do alívio, o mercado ainda monitora: (i) a reunião do G7 sobre preços do petróleo; (ii) novos dados de inflação nos EUA (CPI na quarta); (iii) decisão de juros no Brasil na próxima semana. O mercado hoje precifica manutenção da Selic em 13,75%, mas qualquer sinal de flexibilização pode impactar o câmbio e a bolsa.
Por fim, as negociações entre China e EUA seguem no radar. O forte dado de exportações chinês indica recuperação da segunda maior economia do mundo, o que é positivo para commodities metálicas e para a Vale.

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