
Liquidação de criptomoedas pós-Fed: o mercado atingiu o fundo?
Após os cortes de juros sinalizados pelo Federal Reserve, o mercado de ativos digitais sofreu uma onda de liquidação que eliminou US$ 2 trilhões em valor de mercado. O Bitcoin (BTC) recuou 21% e testou suporte abaixo dos US$ 60 mil, enquanto o medo extremo tomou conta dos investidores. Esta análise técnica e macroeconômica destrincha os eventos e o que esperar daqui para frente.

Análise: O estopim da liquidação e a resposta institucional
O tombo iniciou logo após a comunicação do Fed indicando cortes moderados na taxa de juros para 2026. Diferente do esperado, o movimento não impulsionou ativos de risco; ao contrário, gerou aversão a posições especulativas. O Bitcoin, que ensaiava romper os US$ 75 mil, viu o preço desabar para US$ 60.200 em 48h. ETFs de bitcoin à vista registraram saída líquida de US$ 5,7 bilhões — a maior desde o lançamento. Dados da Farside mostram que o IBIT da BlackRock sofreu redução de quase 50% em ativos, encolhendo para US$ 53 bilhões. A liquidação de criptomoedas após os cortes do Fed pegou muitos analistas de surpresa, mas o contexto regulatório já vinha pressionando.
A SEC e a CFTC, por meio do Projeto Crypto, anunciaram uma estrutura unificada para ativos digitais. Pela primeira vez, há uma taxonomia comum e regras claras para custódia e garantias tokenizadas. O movimento foi lido pelo mercado como positivo no longo prazo, porém criou incertezas de curto prazo sobre quais tokens seriam classificados como valores mobiliários. A liquidação de criptomoedas foi agravada por vendas forçadas de fundos alavancados.
📊 Pulso do Mercado · Fechamento 10/02/2026
Fonte: Trading View, Velo Data · Futuros Anualizados
Dados on-chain e correlações
A liquidação de criptomoedas não escolheu lado: Solana despencou abaixo de US$ 70, patamar não visto desde 2023; Ethereum chegou a ser negociado abaixo de US$ 2.000. O índice Medo & Ganância atingiu 5 — o nível mais baixo da história. Historicamente, correções do Bitcoin tiveram quedas médias de 81% nos últimos dez anos. No ciclo atual, a máxima a US$ 125K e a mínima recente de US$ 60K representam -52%. “Cada ciclo tem amplitude menor, mostrando amadurecimento”, avalia analista da NYDIG.
A exchange Bithumb distribuiu erroneamente 2.000 BTC fantasmas para 700 usuários, um erro operacional que rapidamente foi contornado. Goldman Sachs revelou em seu 13F exposição de US$ 2,36 bi em ativos digitais, incluindo ETFs de XRP. É a prova de que o capital institucional segue alocado, ainda que com volatilidade. O JPMorgan destacou que a volatilidade do bitcoin em relação ao ouro segue em queda, fortalecendo a tese de reserva de valor.
Perspectivas 2026: Entre o Fed e a reserva estratégica
Donald Trump afirmou esperar que as ações dobrem até o fim de seu mandato; seu indicado à presidência do Fed, Kevin Warsh, pode cortar juros em até 100 pontos-base ainda este ano. Esse cenário, se confirmado, injetaria liquidez e poderia reverter parte da liquidação de criptomoedas. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, defendeu a manutenção dos bitcoins apreendidos como reserva, mas evitou falar em novas compras. O debate permanece polarizado.
A Binance transferiu US$ 300 milhões do SAFU para BTC, sinalizando confiança na criptomoeda-mãe. O CME planeja lançar dinheiro tokenizado com Google e estuda uma moeda digital própria. Já a Strategy (ex-MicroStrategy) anunciou programa contra riscos quânticos. Esses movimentos mostram que, apesar da liquidação, a infraestrutura institucional se expande.
“A volatilidade é o preço. A infraestrutura é o padrão. A transição para ativos digitais é inevitável, mas não linear. Substitua a fricção do mercado por um ambiente de alta velocidade para seus investimentos.” — Nota da redação.
Conclusão: O capítulo da liquidação de criptomoedas
A liquidação de criptomoedas desencadeada pelos cortes do Fed é mais um capítulo no histórico de correções violentas do setor. Desta vez, a diferença é o amadurecimento institucional: fundos como BlackRock e Goldman Sachs mantêm exposição, exchanges reforçam reservas em BTC e reguladores buscam unificar regras. O fundo do poço pode não ter chegado, mas os sinais de reestruturação são claros. Investidores de varejo seguem com receio, enquanto grandes players constroem a próxima perna. A resiliência do Bitcoin acima da EMA de 200 semanas dá esperança técnica. A pergunta persiste: 2026 será o ano da consolidação definitiva?
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