Banco do Brasil em Crise: O Que Esperar do Próximo Pregão Com Lucro em Queda de 66%?

Mercado Financeiro Análises financeiras com profundidade psicológica para investidores conscientes

Banco do Brasil

Banco do Brasil: Análise do 3T25, Crise do Agronegócio e Impactos no Lucro

Por MindStuff |

O Ibovespa alcançou um marco histórico nesta terça-feira (11), registrando sua 15ª alta consecutiva – um feito inédito desde 1994. Enquanto isso, o dólar atingiu mínimas e os juros recuaram, criando um cenário de otimismo no mercado financeiro brasileiro. Nesta análise completa, examinamos os fatores por trás dessa performance excepcional e os desafios que empresas como Banco do Brasil, Oi e Americanas enfrentam no atual ambiente econômico.

O Que Movimentou o Mercado Nesta Terça-Feira (11/11)

Combo do HOLDER - Ações, FIIs e investimentos no ExteriorO Ibovespa (IBOV) entrou para a história dos mercados financeiros brasileiros no pregão da última terça-feira (11), ao atingir a impressionante marca de 15 altas consecutivas – algo que não acontecia desde junho de 1994, período que antecedeu o lançamento do Plano Real. O índice principal da bolsa brasileira saltou +1,60% e fechou aos 157.748 pontos, marcando a primeira vez que ultrapassou a barreira dos 157 mil pontos. Durante a sessão, o índice chegou a bater nos 158.467 pontos, estabelecendo também um novo recorde de máxima intradiária.

Enquanto isso, o dólar registrou sua quinta queda consecutiva frente ao real, encerrando o dia com desvalorização de -0,64%, cotado a R$ 5,27 – o menor patamar desde junho de 2024. Os juros futuros também apresentaram comportamento descendente ao longo de toda a curva, refletindo um cenário de redução de percepção de risco pelos investidores.

O motor por trás desse movimento de euforia foi a divulgação da ata da última reunião do Copom, que manteve a Selic em 15% ao ano, mas abriu espaço para a expectativa de que os cortes de juros podem começar antes do previsto, possivelmente já em janeiro de 2026. Adicionalmente, o IPCA de outubro contribuiu para o ambiente favorável, ficando em apenas 0,09% – o menor valor para o mês de outubro desde 1998. Este dado reforçou a tese de que a inflação pode fechar 2025 dentro da meta do regime, que é de 3%, com intervalo de tolerância de até 4,5%.

No mercado acionário específico, a Vale (VALE3) recuou -0,26%, acompanhando a fraca performance do minério de ferro nos mercados internacionais, enquanto a Petrobras (PETR4) avançou +2,60%, beneficiada pela valorização do petróleo no exterior. O setor bancário também apresentou performance sólida, com todos os principais bancos registrando altas superiores a 2%, sendo que o Banco do Brasil (BBAS3) subiu +3,03% na véspera da divulgação de seus resultados do terceiro trimestre.

O IFIX, índice que acompanha os fundos imobiliários, interrompeu sua sequência de altas e fechou em leve queda de -0,01%, aos 3.522 pontos, em um movimento de ajuste técnico considerado natural após ganhos consistentes. No mercado de criptomoedas, o Bitcoin (BTC) desvalorizou -3,26%, sendo negociado a US$ 102.537, em um dia de pressão vendedora para os ativos digitais.

Variações Diárias e Principais Movimentos

Bolsas e Índices: Ibovespa: +1,60% (157.748,60 pontos); IFIX: -0,01% (3.592,68 pontos); S&P 500: +0,21% (6.846,61 pontos)

Commodities: Petróleo Brent: +1,72% (US$ 65,16); Minério de Ferro: -0,39% (US$ 103,56); Ouro: +0,28% (US$ 4.133,50)

Moedas: Dólar: -0,64% (R$ 5,27); Euro: -0,32% (R$ 6,11); Bitcoin: -3,26% (US$ 102.537)

Maiores Altas do Ibovespa

Empresa Variação Preço (R$)
Braskem (BRKM5) +18,04% 7,72
CVC (CVCB3) +11,48% 2,04
Cosan (CSAN3) +8,27% 6,68
MBRF (MBRF3) +8,15% 20,30
Magazine Luiza (MGLU3) +7,96% 9,09

Maiores Baixas do Ibovespa

Empresa Variação Preço (R$)
Natura (NATU3) -15,65% 7,76
Porto (PSSA3) -7,64% 46,08
BB Seguridade (BBSE3) -2,27% 33,56
Usiminas (USIM5) -1,86% 5,29
Rede D’Or (RDOR3) -1,82% 45,83

Fim de Uma Era: A Falência da Oi e Seus Impactos

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decretou a falência da Oi (OIBR3), encerrando um capítulo turbulento na história das telecomunicações brasileiras, marcado por dívidas bilionárias e tentativas infrutíferas de recuperação judicial. O impacto no mercado foi imediato: as ações da OIBR3, que já acumulavam perdas expressivas, despencaram -35,71% na segunda-feira (10) e tiveram suas negociações subsequentemente suspensas pela B3.

A decisão judicial reflete a compreensão de que a companhia não possui mais condições econômicas para manter suas operações. Os números revelam um desequilíbrio financeiro insustentável: enquanto a receita mensal gira em torno de R$ 200 milhões, o passivo total atinge a impressionante marca de aproximadamente R$ 1,7 bilhão.

A Oi continuará operando temporariamente para garantir a prestação de serviços essenciais, como internet e telefonia, até que estes ativos sejam transferidos para outras empresas do setor. Esse processo de transição é crucial para evitar interrupções no serviço para milhões de consumidores.

No processo de falência, os bens da empresa serão vendidos para quitar suas obrigações, seguindo a ordem de preferência legal: trabalhadores e credores com garantias reais têm prioridade, enquanto os acionistas ordinários ocupam a última posição na fila de pagamentos. Esta hierarquia explica por que as chances de recuperação de investimentos por parte dos acionistas são consideradas mínimas.

Contudo, especialistas jurídicos apontam que ainda existe uma rota alternativa para investidores: a possibilidade de acionar judicialmente a empresa para tentar reaver parte das perdas, caso sejam comprovadas irregularidades ou má gestão na condução dos negócios da companhia ao longo dos anos.

Temporada de Resultados: Banco do Brasil Sob Pressão do Agronegócio

A temporada de resultados do terceiro trimestre de 2025 tem proporcionado uma montanha-russa de emoções para os investidores, com destaque para performances robustas de algumas instituições financeiras e desafios significativos para outras.

Os Destaques Positivos do Trimestre

Banco do Brasil em Crise: O Que Esperar do Próximo Pregão Com Lucro em Queda de 66%? 1O BTG Pactual (BPAC11) surpreendeu o mercado positivamente ao reportar um lucro líquido ajustado de R$ 4,5 bilhões, com um notável retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 28,1%, demonstrando eficiência na alocação de capital e robustez operacional. A Itaúsa (ITSA4), holding que controla um dos maiores bancos do país, também apresentou números sólidos, registrando um lucro recorde de R$ 4,12 bilhões no período.

A Petrobras (PETR4) manteve sua tradição de gerar resultados expressivos, com lucro de US$ 6,03 bilhões no trimestre, superando as expectativas do mercado. Como consequência direta desse desempenho, a estatal anunciou a distribuição de mais de R$ 12 bilhões em dividendos aos seus acionistas.

A Axia Energia (AXIA3), antiga Eletrobras, também decidiu recompensar seus investidores, anunciando a distribuição de R$ 8,3 bilhões em dividendos ao longo do ano, mesmo frente a um lucro trimestral de R$ 2,2 bilhões que representou recuo em relação a períodos anteriores.

Banco do Brasil: O Aguardado Balanço do 3T25

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O mercado aguarda com expectativa cautelosa a divulgação dos resultados do Banco do Brasil (BBAS3), programada para após o fechamento do mercado nesta quarta-feira (12). Analistas projetam um trimestre desafiador para a instituição, com pressões significativas originárias da carteira de agronegócio, setor que representa aproximadamente 35% da carteira total de crédito do banco.

As estimativas do mercado apontam para um lucro líquido entre R$ 3,22 bilhões e R$ 3,48 bilhões no terceiro trimestre, representando uma queda abrupta de 63,4% a 66,1% na comparação com o mesmo período de 2024, quando o banco reportou lucro de R$ 9,51 bilhões.

O aspecto mais preocupante, segundo analistas, é o impacto esperado nas provisões para devedores duvidosos (PDD). A Genial Investimentos projeta que o banco poderá reservar até R$ 19 bilhões para cobrir calotes de clientes, um aumento de 88,4% frente ao terceiro trimestre de 2024. Outras casas de análise, como o Banco Safra, estimam provisões na casa dos R$ 17,28 bilhões.

A rentabilidade do Banco do Brasil também deve refletir esse cenário desafiador. As projeções indicam um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) por volta de 7% a 8%, nível consideravelmente inferior ao custo de capital do banco, estimado em 15% ao ano, e bem abaixo dos ROEs reportados por seus pares privados.

A Crise do Agronegócio: O Epicentro do Problema

A exposição do Banco do Brasil ao agronegócio sempre foi considerada uma vantagem competitiva histórica – o banco responde por aproximadamente 50% do financiamento que flui para o setor no país. No entanto, esta mesma característica tornou-se uma vulnerabilidade em um contexto de crise setorial.

A taxa de inadimplência na carteira de crédito do agronegócio atingiu 3,49% no segundo trimestre, um recorde histórico para o banco. Dados mais recentes do Banco Central indicam que esse índice continua em trajetória ascendente, sem mostrar sinais claros de estabilização.

O terceiro trimestre é particularmente sensível para o setor, pois concentra os vencimentos de aproximadamente 40% das operações de crédito relacionadas à safra de grãos. Muitas dessas operações não foram quitadas dentro do prazo, pressionando adicionalmente os indicadores de qualidade do crédito.

Além dos problemas no agronegócio, os analistas também observam sinais de deterioração nas carteiras de pequenas e médias empresas (PMEs), setor igualmente sensível aos ciclos econômicos e aos elevados patamares dos juros.

A Resposta do Governo e as Perspectivas Futuras

Na tentativa de amenizar a crise no campo, o governo federal editou a Medida Provisória 1.314, que estabelece um programa de renegociação de dívidas rurais com prazos de alongamento de até nove anos e um ano de carência. A medida é dividida em duas etapas: a primeira prevê até R$ 12 bilhões em recursos via BNDES para alongamento de dívidas de produtores afetados por eventos climáticos, enquanto a segunda permite que instituições financeiras utilizem recursos próprios, com benefícios tributários correspondentes.

No entanto, analistas do JP Morgan alertam que a lentidão na implementação da MP gerou um “risco moral” entre os produtores, que estariam adiando pagamentos na expectativa de condições mais favoráveis de refinanciamento. Quanto maior a demora no processo de renegociação, maior o risco de migração de créditos para o “estágio 3” de provisionamento – categoria onde o crédito é oficialmente considerado inadimplente e exige provisões ainda mais elevadas.

Apesar do cenário desafiador, algumas vozes no mercado começam a especular que o terceiro trimestre pode representar o fundo do poço para o Banco do Brasil, com uma recuperação gradual projetada para os trimestres seguintes, embora analistas alertem que os desafios de rentabilidade devem persistir até o segundo semestre de 2026.

Outras Empresas em Destaque na Temporada de Resultados

Americanas (AMER3): Lenta Recuperação

A Americanas (AMER3) reportou um prejuízo líquido de R$ 98 milhões no segundo trimestre de 2025, representando uma melhora significativa em comparação com o prejuízo de R$ 1,85 bilhão registrado no mesmo período de 2024. A empresa apresentou EBITDA ajustado de R$ 329 milhões, um crescimento expressivo de 1.216% na base anual.

A receita líquida da varejista totalizou R$ 3,843 bilhões no trimestre, um avanço de 24,7% em relação ao ano anterior, sustentado pelo crescimento de dois dígitos nas vendas em mesmas lojas e por ações de otimização de sortimento e preços.

Segundo a diretora financeira da companhia, Camille Faria, o prejuízo do segundo trimestre de 2024 foi impactado por um “efeito contábil”, pois na época a varejista ainda estava em processo de renovação da dívida, reconhecendo juros sobre uma dívida financeira que ultrapassava R$ 30 bilhões.

A empresa tem apostado em um modelo operacional mais enxuto, integrando o digital à operação física através de estratégias como “ship from store” (vendas online atendidas a partir do estoque das lojas físicas) e “pick up in store” (compra online com retirada na loja). O presidente Leonardo Coelho foi enfático ao afirmar: “esquece marketplace na Americanas”, sinalizando o abandono do formato tradicional de marketplace que caracterizou sua atuação online no passado.

Raízen (RAIZ4): Desafios Operacionais e Financeiros

A Raízen (RAIZ4) registrou um prejuízo líquido de R$ 1,8 bilhão no primeiro trimestre da safra 2025/26, uma reversão significativa em comparação com o lucro de R$ 1,1 bilhão apurado no mesmo período da safra anterior. O desempenho ficou abaixo das expectativas do mercado, que projetava um prejuízo menor, de R$ 884,7 milhões.

O EBITDA ajustado da companhia recuou 23,4% nos primeiros três meses da safra 2025/26, totalizando R$ 1,9 bilhão, também abaixo da expectativa média de analistas de R$ 2,16 bilhões.

A empresa atribuiu a performance negativa principalmente ao desempenho inferior no segmento de distribuição de combustíveis na Argentina, “pontualmente impactado pela parada para manutenção da refinaria, mais extensa que o previsto, e por efeitos negativos de inventário”. Esses efeitos foram parcialmente compensados pelo melhor desempenho no segmento de distribuição de combustíveis no Brasil e por ganhos de eficiência obtidos com a revisão das estruturas organizacionais.

A Raízen tem implementado uma estratégia de simplificação do portfólio, que incluiu a venda de 55 usinas de geração distribuída de energia e a decisão de descontinuar as operações da Usina Santa Elisa por tempo indeterminado. A alavancagem da companhia encerrou junho em um patamar de 4,5 vezes, contra 2,3 vezes um ano antes, indicando aumento significativo do endividamento.

Azul (AZUL4): Expectativas para o Próximo Resultado

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A Azul (AZUL4) tem previsão de divulgar seus resultados do terceiro trimestre de 2025 nesta sexta-feira, 14 de novembro. Diferentemente de práticas anteriores, a companhia anunciou que não realizará conferência de resultados para discutir os números trimestrais.

De acordo com projeções disponíveis, espera-se que a Azul reporte receita líquida de aproximadamente R$ 5,809 bilhões no terceiro trimestre, com EBITDA projetado em torno de R$ 1,915 bilhão. O mercado também espera um resultado líquido positivo de aproximadamente R$ 254 milhões para o período.

Análise Setorial e Perspectivas para o Final de 2025

Fatores Macroeconômicos em Jogo

Master Your FinancesO cenário macroeconômico atual apresenta elementos contraditórios: de um lado, indicadores de inflação sob controle e expectativas de início do ciclo de cortes de juros criam um ambiente propício para os ativos de risco; de outro, a efetiva materialização desses cortes ainda depende da consolidação do cenário de estabilidade de preços.

O IPCA de outubro, com variação de apenas 0,09%, fortalece a tese de que o Banco Central poderá iniciar o processo de flexibilização monetária mais cedo do que o inicialmente previsto. A ata do Copom reforçou essa percepção, embora mantenha a linguagem cautelosa típica das autoridades monetárias.

O cenário externo também permanece como variável crítica, com a evolução da economia global, os preços das commodities e a política monetária do Federal Reserve (banco central americano) exercendo influência significativa sobre os fluxos de capital para mercados emergentes como o Brasil.

Setor Financeiro: Divergência de Performance

A performance do setor financeiro na atual temporada de resultados evidencia uma clara divergência entre as instituições privadas e o Banco do Brasil. Enquanto bancos como BTG Pactual e Itaú reportam lucros robustos e rentabilidade elevada, o Banco do Brasil enfrenta desafios específicos relacionados à sua exposição setorial.

Essa disparidade ressalta a importância da análise fundamentalista detalhada mesmo dentro de um mesmo setor, considerando particularidades de cada instituição, como composição da carteira de crédito, estratégia de negócios e eficiência operacional.

Agronegócio: Entre Crises e Oportunidades

O setor do agronegócio, vital para a economia brasileira, enfrenta uma de suas fases mais desafiadoras dos últimos anos, com produtores pressionados por uma combinação de fatores:

  • Taxas de juros elevadas que encarecem o custo do capital
  • Problemas climáticos que afetaram a produtividade em diversas regiões
  • Sequência de reveses nas colheitas em anos anteriores
  • Endividamento acumulado durante anos de expansão

A recuperação do setor dependerá não apenas de condições climáticas favoráveis e preços internacionais de commodities, mas também da efetividade das medidas governamentais de alongamento de dívidas e da retomada do ciclo de juros decrescentes na economia brasileira.

Considerações Finais: O Que Esperar dos Próximos Pregões

O mercado financeiro brasileiro vive um momento de singular contraste: enquanto indicadores macroeconômicos apontam para uma consolidação do ambiente de estabilidade e potencial início de ciclo de flexibilização monetária, empresas específicas enfrentam desafios setoriais significativos, com destaque para a crise no agronegócio e seus reflexos sobre instituições financeiras com exposição relevante ao setor.

O recordista Ibovespa parece desconhecer essas dificuldades específicas, impulsionado principalmente pelo influxo de capital estrangeiro em busca de oportunidades em um ambiente de juros decrescentes nos Estados Unidos e pela atratividade de valuations em mercados emergentes.

Para os próximos pregões, a atenção dos investidores estará focada em:

  1. A reação do mercado aos resultados do Banco do Brasil e o detalhamento das perspectivas para o quarto trimestre
  2. Os resultados da Azul e outras empresas que ainda divulgarão seus números trimestrais
  3. Os indicadores inflacionários de novembro e seu impacto sobre as expectativas de política monetária
  4. A evolução do cenário fiscal e as discussões sobre o arcabouço regulatório

A combinação entre otimismo macroeconômico e desafios microeconômicos setoriais cria um ambiente de oportunidades seletivas para investidores, reforçando a importância de uma análise fundamentada e diversificação adequada das carteiras de investimento.

Este resumo não é recomendação de investimento. Consulte seu Advisor.