Tensão EUA-Irã e Ibovespa em 8ª Queda

Tensão EUA-Irã e Ibovespa em 8ª queda – análise BTG
Resumo: Os mercados globais operam mistos nesta sexta-feira (14), com a escalada da pressão dos EUA sobre o Irã e o recorde histórico do S&P 500 na véspera. O Ibovespa, por sua vez, acumula a oitava sessão consecutiva de perdas, em meio à forte saída de estrangeiros e ao rompimento de suportes técnicos. Acompanhe os principais destaques e as oportunidades no cenário atual.
Internacional: tensão geopolítica e mercados mistos
Os futuros de Wall Street operam sem direção única após a sessão recorde de ontem, quando o S&P 500 fechou no maior nível da história. O contrato do S&P 500 sobe 0,07%, o Nasdaq 100 avança 0,15% e o Dow Jones futuro cai 0,12%. Na Ásia, o Kospi liderou os ganhos com alta de 2,42%, enquanto o Nikkei subiu 0,59% e o Shanghai teve variação positiva de 0,01%. Já na Europa, o DAX ganha 0,47%, o CAC 40 recua 0,16% e o FTSE 100 cede 0,30%.
No campo geopolítico, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, prometeu medidas econômicas “nunca vistas antes” contra o Irã, combinadas ao bloqueio contínuo do Estreito de Ormuz. O Pentágono afirmou que a ação pode se estender “indefinidamente”. O presidente Donald Trump declarou que pode aplicar tarifas de 25% a qualquer país que compre bens ou serviços iranianos, afetando diretamente a China, principal parceira comercial do Irã. Do lado iraniano, o presidente do banco central, Abdolnasser Hemmati, afirmou que o país deve aderir em breve ao Novo Banco de Desenvolvimento do Brics, buscando reforçar alianças econômicas.
Cotações em tempo real (7h10)
- S&P 500 Futuro: +0,07%
- Nasdaq Futuro: +0,15%
- Dow Jones Futuro: -0,12%
- FTSE: -0,30%
- Nikkei: +0,59%
- Kospi: +2,42%
- Shanghai: +0,01%
Commodities: Petróleo WTI +1,54% (US$ 82,50/barril), Brent +0,96% (US$ 87,91/barril), Ouro -0,42% (US$ 4.402,00/oz). Dólar índice (DXY) -0,21% aos 99,65 pontos. Bitcoin -0,80% (US$ 62.840,90). Treasury 10 anos em 4,647% e 2 anos em 4,154%.
Brasil: Ibovespa em 8ª queda e dólar em alta
O Ibovespa fechou ontem em queda de 0,23% aos 167.101 pontos, após oscilar entre 166.197 e 168.515 pontos. Foi a oitava sessão consecutiva de perdas, a pior sequência desde agosto de 2023. O índice rompeu os suportes de 172.200 e 168.100 pontos, confirmando tendência de baixa técnica. Desde abril, os investidores estrangeiros retiraram R$ 32 bilhões da bolsa brasileira, segundo dados da B3.
O dólar à vista fechou em alta de 0,25%, cotado a R$ 5,1925, variando entre R$ 5,1756 e R$ 5,1986. O euro comercial avançou 0,31%, a R$ 5,9864. O governo brasileiro iniciou a análise para adoção da Lei da Reciprocidade Econômica contra os EUA, em reação à tarifa de 25% sobre exportações brasileiras anunciada em 15 de julho. O Ministério das Relações Exteriores notificou o governo americano e solicitou consultas diplomáticas, buscando privilegiar o diálogo.
Empresas: Ambev e JHSF em destaque
A Ambev aprovou o cancelamento de 279 milhões de ações ordinárias mantidas em tesouraria, sem redução do capital social. O programa de recompra foi encerrado por ter atingido o limite previsto. Já a JHSF renovou seu programa de recompra, autorizando a aquisição de até 10% das ações ordinárias em circulação, com prazo de 18 meses até fevereiro de 2028.
Agenda do dia
- Brasil: 9h00 – IBGE: PNAD Contínua (jul)
- EUA: 9h30 – Vendas no varejo (jul); 11h00 – Sentimento do consumidor e expectativas de inflação (Univ. Michigan)
Riscos e oportunidades
A tensão geopolítica entre EUA e Irã mantém o petróleo em alta e pressiona os mercados emergentes. No Brasil, a saída de estrangeiros e a deterioração técnica do Ibovespa exigem cautela, mas também abrem espaço para oportunidades seletivas em setores defensivos e exportadores. A reação do governo brasileiro à tarifa americana será acompanhada de perto. A recomendação é manter a estratégia de longo prazo, com foco em qualidade e diversificação.
Este resumo não é recomendação de investimento. Consulte seu Advisor.

